quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ser mãe

Nunca fui do tipo de brincar de boneca, casinha ou de sonhar ter família, filhos... não que não quisesse, mas nunca fui de sonhar com isso desde pequena. Brinquei de boneca, embora não muito, porque achava chato, prefiria tentar fazer roupas para ela e brincar de comidinha e tinha que ter comida de verdade, nem que fosse uma pipoca, um bsicoito... enfim, sempre fui muito sapeca, de brincar com meninos de futebol, de pique, correr... minha infância foi muito divertida.
Eu sempre desejei pra minha filha nada menos do que o que eu tive, ela podia ser feminina, mas não podia deixar ser divertida, brincar, se sujar, correr... cair e levantar, não chorar à toa e estar sempre sorridente e feliz.
Nunca almeijei ser uma mãe perfeita, mas queria ser a mãe que Júlia merecia ter, não ser injusta, ser firme quando precisasse, mas saber ser amiga e nunca negar o carinho tão gostoso de mãe e filha até quando ela se tornasse adulta.
Minha intenção era obter o respeito da minha filha sem precisar gritar, embora as vezes aconteça; ver minha filha me obedecer na primeira vez, sem que haja necessidade de eu ficar me esguelando para ter o que eu quero.
Minhas expectativas nunca pareceram tão altas enquanto eu ainda não era mãe, mas agora como mãe, vejo que preciso de muito esforço para aplicar todas essas coisas, mas tenho conseguido atingir meus objetivos e recebo muitos louros dessa vitória e forma de muitos beijinhos e abraços.

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